Chega de mentiras: o Big Data nos fará mais honestos?

Cada vez mais coletamos dados sobre nossos costumes do dia a dia. Isso torna mais difícil para alguém mentir sem ser descoberto. O Big Data e as inovações analíticas são capazes de dizer se você está dizendo ou não a verdade. 

Dados de dispositívos móveis já estão sendo utilizados por empresas de seguros de automóveis, por exemplo, para rastreas hábitos de condução reais de seus clientes e hospitais estão monitorando seus pacientes. Todos os seus hábitos viraram dados, que por sua vez são armazenados e, portanto, podem ser rastreados.

Será o fim da mentira como a conhecemos?

Empresas estão ficando mais inteligentes. Por exemplo, uma companhia de seguros agora pode monitorar o preenchimento de seus formulátios online. Isso pode mostrar-lhes que algumas vezes as informações são re-digitadas. Ao enviar o formulário, o cliente mudou uma informação: ao invés de falar que o carro estava estacionado na estrada, afirmou que estava em uma garagem. Ferramentas de análise de Big Data agora são capazes de sinalizar esse tipo de fraude. 

Em um sério acidente de carro, a polícia pode recolher os telefones das partes envolvidas e checar se alguém estava falando, redigindo mensagem ou usando algum tipo de aplicativo no momento do acidente. Fulano pode até dizer que estava com as mãos no volante e os olhos na estrada, mas os sensores de seu smartphone não o deixa mentir. É apenas uma questão de tempo para  todos começarmos a usar esse tipo de dado, e cada vez menos será importante a utilização de testemunhas.

E não precisa nem ser em escalas tão grandes. Um gerente de RH pode rapidamente verificar o passado e as qualificações dos candidatos a um emprego. Pais podem rastrear seus filhos para saber se foram realmente para escola ou o quão rápido estavam dirigindo. Podem até mesmo receber uma notificação ou um e-mail quando deixam uma área geográfica pré-definida. 

Essa facilidade na manipulação de dados pode ser até mesmo perigosa. As redes sociais estão cheias de mentiras e boatos, que podem se espalhar muito rapidamente. Um exemplo clássico: Quando a agência de notícias Associated Press teve sua conta do Twitter invadida por hackers, que publicaram a notícia de que o presidente Barack Obama havia se ferido a ataques na Casa Branca. A informação se espalhou tão rapidamente a ponto de interferir no mercado financeiro do país. O índiceDow Jones chegou a perder 130 pontos em questão de minutos. Mas logo a mentira foi detectada e tudo voltou ao normal.

É fascinante observar o poder das informações. Muitos desses algorítmos estão disponíveis nas palmas de nossas mãos, mesmo que ainda para fim de entretenimento. Mas as câmeras e sensores processados em nossos smartphones poderão, muito em breve, dedurar mentirosos.

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