O que você faz com o dados da sua empresa? - Caso Toyota

O seguinte caso aconteceu com a subsidiária Toyota nos Estado Unidos:

Folding@home

No final da década de 1990, a Toyota U.S.A. enfrentou grandes problemas em sua cadeia de operações. O custo de armazenamento de carros se elevou e não se estava mais conseguindo fornecer o produto a tempo para os clientes. A gerência utilizava computadores que geravam uma quantidade enorme de dados e relatórios que não eram utilizados estrategicamente, que nem sempre eram exatos e que muitas vezes eram fornecidos tarde demais - o que dificultava a tomada de decisões em tempo hábil.

Barbra Cooper, CIO, identificou alguns problemas. O primeiro foi a necessidade de um Data Warehouse - um repositório central de dados, organizado e de fácil acesso. Detectou, também, a necessidade de implementação de ferramentas de software para efetuar o processamento, a exploração e a manipulação desses dados. Foi então que um sistema para fornecimento em tempo real foi implantado, mas infelizmente não funcionou de maneira correta. A entrada de dados históricos incluíam anos de erros humanos que foram despercebidos, dados duplicados, inconsistentes e falta de informações importantes. Tudo isso gerou análises, conclusões e prognósticos precipitados sobre o funcionamento da distribuidora.

Em 1999, a corporação resolveu implantar uma plataforma de Business Intelligence. Em questão de dias o sistema apresentou bons resultados. A partir dele, por exemplo, descobriram que a empresa era cobrada duas vezes por um envio especial por trem (um erro de US$ 800.000,00!).

Entre 2001 e 2005, o volume de carros negociados aumentou em 40%, o tempo de trânsito foi reduzido em 5%. Esses e vários outros benefícios ajudaram a Toyota a alcançar as maiores margens de lucro no mercado automotivo desde 2003, e vem aumentando consistentemente a cada ano. Além disso, um estudo realizado pela IDC Inc., em 2011, indicou que a instituição alcançou um retorno de pelo menos 506% sobre o investimento em BI até aquela data.

Esse é apenas um dos inúmeros casos que ilustram a ineficiência de antigos sistemas que não são capazes de suprir a enorme demanda de dados que a era da informação proporciona. O grande desafio do momento é integra-los e interpreta-los, transformando-os em informação relevante e possibilitando, assim, a devida criação de conhecimento. Através da gestão desse conhecimento nasce a inteligência!

Mais de 15 anos passaram desde o ocorrido com a Toyota, mas atualmente ainda existem muitas empresas que não utilizam corretamente os dados e informações existentes em seus bancos. E você, o que faz com os dados gerados por seus sistemas?

Fonte: CIO Insight