DBA x DA

Administração de Bancos de Dados (DBA)
Vs
Administração de Dados (DA)

Cabe à administração de dados (AD) - guiada por certos princípios e através de atividades de planejamento, organização e controle dos dados corporativos - gerenciar dados como recursos de uso comum da Empresa, promovendo-lhes os valores de autenticidade, autoridade, precisão, acessibilidade, seguridade e inteligibilidade.

O AD tem como missão o planejamento central, a documentação e o gerenciamento dos dados a partir da perspectiva de seus significados e valores para a Organização como um todo.

O objetivo principal da administração de dados é planejar, documentar, gerenciar e integrar os recursos de informação corporativos. Esta integração pode ser alcançada através de uma combinação de perfis refinados e técnicas apropriadas, uso apropriado das ferramentas de Administração de Dados tais como um repositório de metadados e produtos de modelagem CASE, e estruturas de dados logicamente desenhadas.

A função de AD diferencia-se da função de Administração de Banco de Dados (DBA) porque se dedica mais aos dados em si do que aos meios físicos onde são armazenados, acessados e distribuídos. Na verdade, há um enfoque maior nas informações constantes nos dados.

Segurança acima de tudo O DBA tem a responsabilidade de projetar o armazenamento de dados de forma a atender às necessidades de acesso, sempre tendo em vista o modelo conceitual de dados (que incorpora as necessidades atuais e futuras do negócio).

Segurança acima de tudo O Processo de normalização representa um ponto de contato entre as duas responsabilidades (AD e DBA). A Administração de Dados descobre as dependências funcionais dos dados e fornece à administração de banco de dados um modelo lógico completamente normalizado. O DBA, entretanto, no processo de implementação, poderá descobrir que os dados refletem dependências funcionais adicionais não descobertas durante a modelagem lógica, ou que a implementação física requer passar por cima das regras de integridade referencial. A normalização, portanto, desempenha papéis diferentes nos dois processos de modelagem, e tem que ser coordenada pelas duas funções (AD e DBA).

Então, a Administração de Dados (AD) atua para:

  • obter um melhor conhecimento do contexto de negócio, foco do projeto;
  • projetar adequadamente a base de dados;
  • permitir o compartilhamento dos dados e a integração dos sistemas;
  • contribuir para a unificação da visão que a empresa tem dos dados.

Enquanto a Administração da Base de Dados (DBA) atua para garantir:

  • Recuperação (Recoverability) - Criando e testando Backups. A medida de facilidade e tempo para reparar instalações para o estado operacional.
  • Integridade – Verificando ou ajudando a verificar a integridade dos dados.
  • Segurança – Definindo controle de acesso aos dados.
  • Disponibilidade (Availability) – Oferecendo o máximo de uptime (serviço no ar)
  • Desempenho – Normalizando, indexando, fazendo tunning, etc.
  • Suporte ao Desenvolvimento e Testes – Ajudando aos programadores, analistas e engenheiros a utilizar com eficiência o banco de dados.

A coordenação do conhecimento de administração de dados e administração de banco de dados, seus talentos, papéis e responsabilidades irão capacitar a organização a atingir a meta do gerenciamento adequado de seus recursos de informação.

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Business Intelligence - BI

Ao longo da década de 90 vivemos a descoberta da internet, ocasião em que a rede mundial de computadores revelou-se um ótimo mercado, surgindo a partir daí o e-commerce, os portais de notícias, de músicas e, o que vem revolucionado o mundo, as redes sociais.

Concomitante à corrida pela visibilidade na internet, com o custo do hardware cada vez menor, as empresas investiram em seus sistemas de informação, que se tornaram imprescindíveis. Desde panificadoras até a montagem robotizada de veículos automotivos, todos necessitam de um software especializado para gerir as etapas de seus processos.

Entretanto, seja pela dificuldade enfrentada pelas empresas em criar software sob medida para suas necessidades, seja pela complexidade envolvida em manter uma equipe interna de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação), seja pelos custos elevados da terceirização desse desenvolvimento, a maioria adquire vários produtos de terceiros para gerir diversas áreas da empresa, como o RH, Financeiro, Gestão de Projetos, Gestão de Clientes, Ensino à Distância, entre outros, o que acarreta em dados redundantes, descentralizados e em Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados Relacionais (SGBDRs) distintos, ao invés de serem armazenados em uma única base de dados, corporativa, normalizada e íntegra.

Diante da situação criada pela descentralização e heterogeneidade dos Dados, o grande desafio do momento é integrá-los, interpretá-los e transformá-los, de alguma forma, em Informação relevante ao seu negócio, possibilitando, com a devida análise, a criação de Conhecimento. Através da utilização e da gestão deste conhecimento nasce a Inteligência.

A inteligência pode, muitas vezes, ser o diferencial de uma empresa, pois possibilita ressaltar os seus pontos fortes e mitigar os riscos envolvidos nos pontos fracos. Tendo um retrato fiel da realidade uma empresa consegue, em muitos casos, com base nos dados históricos, fazer uma previsão bastante assertiva do futuro e utilizá-la como embasamento para suas decisões.

O termo Business Intelligence (BI) é um termo do Gartner Group e pode ser traduzido como inteligência de negócios ou inteligência empresarial. Mais recentemente surgiu também o termo Business Alanlytics. Refere-se ao processo de coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoração de informações que oferecem suporte a gestão de negócios. O conceito surgiu na década de 1980 e descreve as habilidades das corporações para acessar dados e explorar as informações (normalmente contidas em um Data Warehouse ou Data Mart), analisando-as e desenvolvendo percepções e entendimentos a seu respeito, o que as permite incrementar e tornar mais pautada em informações a tomada de decisão.

As organizações tipicamente recolhem informações com a finalidade de avaliar o ambiente empresarial, completando essas informações com pesquisas de marketing, industriais e de mercado, além de análises competitivas. Organizações competitivas acumulam "inteligência" à medida que ganham sustentação na sua vantagem competitiva, podendo considerar tal inteligência como o aspecto central para competir em alguns mercados.

*Eduardo Alves de Carvalho

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